Gênesis Capítulo 37



 


 

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Evangelista Demétrio

 

Gênesis 37

 

José no Egito

 

Deste ponto do Gênesis em diante, até o capítulo 50, vamos tratar das peregrinações de José e de cada uma de suas vitórias nas adversidades – que não foram poucas. José, por sua vez tinha uma habilidade sem igual para transformar adversidades em bênçãos! Desde muito novo, vejamos:

De início direi que utilizei o verbo “peregrinar” nesta biografia por que, neste instante, ele de fato cabe bem na vida de alguém que realmente PEREGRINOU; peregrinou e venceu cada uma das barreiras que havia diante de si… Tente visualizar um rapaz de apenas dezessete anos que sai de casa, ordenado pelo pai, a levar provisões aos irmãos – pastores…, bem como trazer as notícias esperadas por Israel de seus rebanhos e pessoal de serviço… Seria só mais uma dentre tantas missões semelhantes; ocorre que o santo texto traz, de início, um lembrete de que ele andava com os filhos de Bila e de Zilpa – seus meio-irmãos (v 2). No entanto, embora esses tivessem mais inveja e gostassem menos ainda dele, ele era odiado por todos, haja vista que seu único irmão de pai e mãe (Benjamim) era bem pequenino e não se podia incluir no grupo. Quanto aos filhos de Bila e de Zilpa, o texto alude que: “José trazia más informações sobre eles ao pai”. Era essa uma das razões que causara as diferenças mais importantes, fazendo Israel… “Amar a José mais que a todos os seus filhos” (v 3); embora o texto apresenta como razão o fato de que “era filho de sua velhice”, eu quero ir além e recordar que era o primeiro dos dois filhos do grande amor de sua vida e, pelo muito que Israel o aguardou, logo ele ganharia a preferência do pai e seria o mais… Esta dedicação de Israel a um dentre doze filhos homens fez que confeccionasse para José a túnica de várias cores (v 3). Em uma família de nobres onde há um brasão e, no caso, uma tendência ao surgimento de reis e rainhas…, a: TÚNICA DE VÁRIAS CORES era dada ao príncipe; geralmente ao primogênito – Rúben (em falta com o pai desde que teve um caso com sua concubina/Bila/no leito do velho); no caso, Jacó fez… ‘pinguela’ dele e de nove outros mais iminentes e fez essa vestimenta excepcional para José. FOI A GOTA D’ ÁGUA! Mesmo que lhes dissesse abertamente: — “José é o príncipe desta família”. E, para piorar a situação, José ainda começa a sonhar alto, muito alto… Sonhar alto não tem nada demais, o problema é mencionar os nossos sonhos às pessoas erradas:

 

5 Teve José um sonho, que contou a seus irmãos; por isso o odiaram ainda mais.

6 E disse-lhes: Ouvi, peço-vos, este sonho, que tenho sonhado:

7 Eis que estávamos atando molhos no meio do campo, e eis que o meu molho se levantava, e também ficava em pé, e eis que os vossos molhos o rodeavam, e se inclinavam ao meu molho.

8 Então lhe disseram seus irmãos: Tu, pois, deveras reinarás sobre nós? Tu deveras terás domínio sobre nós? Por isso ainda mais o odiavam por seus sonhos e por suas palavras.

9 E teve José outro sonho, e o contou a seus irmãos, e disse: Eis que tive ainda outro sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim.

10 E contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o seu pai, e disse-lhe: Que sonho é este que tiveste? Porventura viremos, eu e tua mãe, e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra?

11 Seus irmãos, pois, o invejavam; seu pai, porém, guardava este negócio no seu coração.

 

José jamais teve dúvidas acerca da interpretação de cada um daqueles sonhos, mas ele estava feliz demais com os bons presságios ao seu respeito e quis dividir a sua alegria com eles que, enquanto seus irmãos, deveriam se regozijar junto! Mas o… “tiro saiu pela culatra”; em vez de se alegrarem pelas boas dádivas que Deus certamente daria ao irmão deles, passaram a odiá-lo ainda mais… (v 5) — “Você pretende dominar sobre nós?”; e passaram a detestar cada uma de suas palavras e sonhos! Continue sonhando, mas evite espalhar os seus sonhos à certas pessoas até que se cumpram – isso poderá diminuir bastante os tropeços que serão lançados à tua frente. Observe que o texto deixa bem evidente que os irmãos de José não tinham ordens expressas de seu pai para levarem seus rebanhos para longe – de Siquém para Dotã (vv 12-17). Eles tinham um plano – exterminar a José e, por conseguinte, aos sonhos dele (v 20). Fique tranquilo:

— “OS SONHOS DE DEUS JAMAIS VÃO MORRER!” (OS SONHOS DE DEUS/LUDMILA FERBER).

 

20 Vinde, pois, agora, e matemo-lo, e lancemo-lo numa destas covas, e diremos: Uma fera o comeu; e veremos que será dos seus sonhos.

21 E ouvindo-o Rúben, livrou-o das suas mãos, e disse: Não lhe tiremos a vida.

22 Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cova, que está no deserto, e não lanceis mãos nele; isto disse para livrá-lo das mãos deles e para torná-lo a seu pai.

23 E aconteceu que, chegando José a seus irmãos, tiraram de José a sua túnica, a túnica de várias cores, que trazia.

24 E tomaram-no, e lançaram-no na cova; porém a cova estava vazia, não havia água nela.

25 Depois assentaram-se a comer pão; e levantaram os seus olhos, e olharam, e eis que uma companhia de ismaelitas vinha de Gileade; e seus camelos traziam especiarias e bálsamo e mirra, e iam levá-los ao Egito.

26 Então Judá disse aos seus irmãos: Que proveito haverá que matemos a nosso irmão e escondamos o seu sangue?

27 Vinde e vendamo-lo a estes ismaelitas, e não seja nossa mão sobre ele; porque ele é nosso irmão, nossa carne. E seus irmãos obedeceram.

28 Passando, pois, os mercadores midianitas, tiraram e alçaram a José da cova, e venderam José por vinte moedas de prata, aos ismaelitas, os quais levaram José ao Egito.

29 Voltando, pois, Rúben à cova, eis que José não estava na cova; então rasgou as suas vestes.

30 E voltou a seus irmãos e disse: O menino não está; e eu aonde irei?

31 Então tomaram a túnica de José, e mataram um cabrito, e tingiram a túnica no sangue.

32 E enviaram a túnica de várias cores, mandando levá-la a seu pai, e disseram: Temos achado esta túnica; conhece agora se esta será ou não a túnica de teu filho.

33 E conheceu-a, e disse: É a túnica de meu filho; uma fera o comeu; certamente José foi despedaçado.

34 Então Jacó rasgou as suas vestes, pôs saco sobre os seus lombos e lamentou a seu filho muitos dias.

35 E levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; recusou, porém ser consolado, e disse: Porquanto com choro hei de descer ao meu filho até à sepultura. Assim o chorou seu pai.

36 E os midianitas venderam-no no Egito a Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda.

 

— Amanhã, se Deus quiser, faremos o capítulo 39…

 

A gente se fala depois!

Até breve.


Gênesis Capítulo 38



 


 

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Gênesis 38

 

(Judá, Tamar e o Levirato)

 

Por que estamos a comentar o capítulo 38 e não o 37 uma vez que falamos ontem sobre o 36? Porque no capítulo 37, depois que a gente entra na biografia de José, que vai até o último (50), não queremos nem parar, tampouco interromper à sequência. Como este capítulo narra um assunto parentético, então podemos cabular à ordem cronológica e falar dele primeiro; e, quando voltarmos à história de José a faremos sem pausa: 37, 39, 40… até o capítulo 50 – como deveria vir pra nós, somente pra facilitar a nossa compreensão. Então, vamos à leitura do capítulo 38 de Gênesis:

 

1 E aconteceu no mesmo tempo que Judá desceu de entre seus irmãos e entrou na casa de um homem de Adulão, cujo nome era Hira,

2 E viu Judá ali a filha de um homem cananeu, cujo nome era Sua; e tomou-a por mulher, e a possuiu.

3 E ela concebeu e deu à luz um filho, e chamou-lhe Er.

4 E tornou a conceber e deu à luz um filho, e chamou-lhe Onã.

5 E continuou ainda e deu à luz um filho, e chamou-lhe Selá; e Judá estava em Quezibe, quando ela o deu à luz.

6 Judá, pois, tomou uma mulher para Er, o seu primogênito, e o seu nome era Tamar.

7 Er, porém, o primogênito de Judá, era mau aos olhos do Senhor, por isso o Senhor o matou.

8 Então disse Judá a Onã: Toma a mulher do teu irmão, e casa-te com ela, e suscita descendência a teu irmão.

9 Onã, porém, soube que esta descendência não havia de ser para ele; e aconteceu que, quando possuía a mulher de seu irmão, derramava o sêmen na terra, para não dar descendência a seu irmão.

10 E o que fazia era mau aos olhos do Senhor, pelo que também o matou.

 

O Levirato se transformou em lei e passou a fazer parte da Constituição de Israel muito mais tarde (Dt 25), até por que, naquele contexto o único israelense fora Jacó cujo povo não passava de um projeto à longo prazo…, mas, o hábito denominado “dever de irmão” é muito antigo; desde sempre, sobretudo entre os semitas. É este, aliás, o significado de Levirato: “dever de irmão” (v 8). Onde esse: “suscita descendência a teu irmão”, nas versões mais antigas está grafado: “cumpre para com ela o dever de irmão”. Por outro lado, não quero que sejais ignorantes… devo mencionar que: COITO INTERROMPIDO NÃO É PECADO! Pecado é pensar que é possível iludir um Deus onisciente. O texto é bastante contundente nos motes onde declaram que: “Er foi morto por ser mau aos olhos do Senhor” e: — 9 Onã, porém, soube que esta descendência não havia de ser para ele; e aconteceu que, quando possuía a mulher de seu irmão, derramava o sêmen na terra, para não dar descendência a seu irmão. — 10 E o que fazia era mau aos olhos do Senhor, pelo que também o matou.

 

Ao lançar o seu sêmen no chão Onã realmente acreditara que, com sua atitude, evitaria gerar um filho; que seria atribuído ao seu irmão defunto… o que não é de todo correto… cada casal que realmente leu e respeita à autoridade das santas palavras da primeira carta de Paulo aos coríntios (7.3-5), sabe exatamente como se comportar no instante sagrado do ato conjugal. Sagrado, porque até este ponto da narração bíblica a proposta de Gênesis 1.28 já fora inserida umas cinco vezes! Na Bíblia Sagrada, certo? Biologicamente, coito interrompido, isto é, tirar o pênis para jogar o esperma no chão não é nem de longe um método aceito pra controle de natalidade uma vez que, existem posições que não acabam mais, haja criatividade! E, além disso, a não ser que o menino padeça de ejaculação precoce, durante todo o procedimento pingam várias gotinhas de esperma com espermatozóides suficientes para engravidar qualquer menina normal. Ah, “coito” é cobertura de carne. Cúpula carnal… nas músicas: “Um abajur cor de carne, um lençol azul; cortinas de seda, o seu corpo nu” (Menina Veneno/Ritchie/1982). Deus não matou Onã por causa de um simples coito interrompido. Matou por que, além de se recusar cumprir o dever de irmão para com o falecido, pretendia enganar ao próprio Deus (inclusive) e, de quebra, quebrar a sequência da linhagem humana do Cristo! Portanto, ele não estava sozinho em sua decisão, estava se deixando dominar pelos planos do Adversário, que jamais apanhará o Soberano de surpresa. Quer servir ao maligno? Então sirva. Mas não pense que é possível enganar a um Deus sério e onisciente que jamais aceitará esse tipo de escárnio (Gl 6.7).

 

 

 

11 Então disse Judá a Tamar sua nora: Fica-te viúva na casa de teu pai, até que Selá, meu filho, seja grande. Porquanto disse: Para que porventura não morra também este, como seus irmãos. Assim se foi Tamar e ficou na casa de seu pai.

Restava a Judá uma última alternativa para dar seguimento à linhagem de Er – mais um filho – Selá (pequeno/v11). Observe o que é machismo… A ‘pobrezinha’ da Tamar já estava duplamente viúva, mas ainda era nora de Judá e, como tal, obrigada a permanecer viúva na sua casa paterna esperando um pivete crescer para, só então, retomar suas atividades sexuais e, finalmente, gerar o filho de seu primeiro falecido! E ela sabiamente se sujeitou a isso, e: “Ficou na casa de seu pai”. Passaram-se muitos dias mesmo. Tempo suficiente para Selá virar adulto e Judá ficar viúvo da filha de Sua (v 12). Ele sofreu uns dias, então se reergueu e foi participar da tosquia de suas ovelhas em Timna… “ele e Hira seu amigo o adulamita”

 

13 E deram aviso a Tamar, dizendo: Eis que o teu sogro sobe a Timna, a tosquiar as suas ovelhas.

14 Então ela tirou de sobre si os vestidos da sua viuvez e cobriu-se com o véu, e envolveu-se, e assentou-se à entrada das duas fontes que estão no caminho de Timna, porque via que Selá já era grande, e ela não lhe fora dada por mulher.

15 E vendo-a Judá, teve-a por uma prostituta, porque ela tinha coberto o seu rosto.

16 E dirigiu-se a ela no caminho, e disse: Vem, peço-te, deixa-me possuir-te. Porquanto não sabia que era sua nora. E ela disse: Que darás, para que possuas a mim?

17 E ele disse: Eu te enviarei um cabrito do rebanho. E ela disse: Dar-me-ás penhor até que o envies?

18 Então ele disse: Que penhor é que te darei? E ela disse: O teu selo, e o teu cordão, e o cajado que está em tua mão. O que ele lhe deu, e possuiu-a, e ela concebeu dele.

19 E ela se levantou, e se foi e tirou de sobre si o seu véu, e vestiu os vestidos da sua viuvez.

20 E Judá enviou o cabrito por mão do seu amigo, o adulamita, para tomar o penhor da mão da mulher; porém não a achou.

21 E perguntou aos homens daquele lugar dizendo: Onde está a prostituta que estava no caminho junto às duas fontes? E disseram: Aqui não esteve prostituta alguma.

22 E tornou-se a Judá e disse: Não a achei; e também disseram os homens daquele lugar: Aqui não esteve prostituta.

 

Naturalmente, não havia nenhuma garota de programa ali e tampouco Tamar viria a ser uma prostituta; apenas uma mulher injustiçada por seu sogro… — Então disse Judá: Deixa-a ficar com o penhor, para que porventura não caiamos em desprezo; eis que tenho enviado este cabrito; mas tu não a achaste (v 23).

 

24 E aconteceu que, quase três meses depois, deram aviso a Judá, dizendo: Tamar, tua nora, adulterou, e eis que está grávida do adultério. Então disse Judá: Tirai-a fora para que seja queimada.

25 E tirando-a fora, ela mandou dizer a seu sogro: Do homem de quem são estas coisas eu concebi. E ela disse mais: Conhece, peço-te, de quem é este selo, e este cordão, e este cajado.

26 E conheceu-os Judá e disse: Mais justa é ela do que eu, porquanto não a tenho dado a Selá meu filho. E nunca mais a conheceu.

27 E aconteceu ao tempo de dar à luz que havia gêmeos em seu ventre;

28 E sucedeu que, dando ela à luz, um pôs fora a mão, e a parteira tomou-a, e atou em sua mão um fio encarnado, dizendo: Este saiu primeiro.

29 Mas aconteceu que, tornando ele a recolher a sua mão, eis que saiu o seu irmão, e ela disse: Como tu tens rompido, sobre ti é a rotura. E chamaram-lhe Perez.

30 E depois saiu o seu irmão, em cuja mão estava o fio encarnado; e chamaram-lhe Zerá.

 

Sendo assim, “Perez” significa rotura… e “Zerá” crepúsculo, que, nesse caso, tomou forma de último. Destes dois, Perez deu sequência à família terrena do Cristo (Mt 1.3; Lc 3.33).

 

A gente se fala depois!

Até breve.


Gênesis Capítulo 36



 

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Gênesis 36

 

(Os descendentes de Esaú)

 

1 E estas são as gerações de Esaú (que é Edom).

2 Esaú tomou suas mulheres das filhas de Canaã; a Ada, filha de Elom, heteu, e a Aolibama, filha de Aná, filho de Zibeão, heveu.

3 E a Basemate, filha de Ismael, irmã de Nebaiote.

4 E Ada teve de Esaú a Elifaz; e Basemate teve a Reuel;

5 E Aolibama deu à luz a Jeús, Jalão e Coré; estes são os filhos de Esaú, que lhe nasceram na terra de Canaã.

6 E Esaú tomou suas mulheres, e seus filhos, e suas filhas, e todas as almas de sua casa, e seu gado, e todos os seus animais, e todos os seus bens, que havia adquirido na terra de Canaã; e foi para outra terra apartando-se de Jacó, seu irmão;

7 Porque os bens deles eram muitos para habitarem juntos; e a terra de suas peregrinações não os podia sustentar por causa do seu gado.

8 Portanto Esaú habitou na montanha de Seir; Esaú é Edom.

9 Estas, pois, são as gerações de Esaú, pai dos edomeus, na montanha de Seir.

10 Estes são os nomes dos filhos de Esaú: Elifaz, filho de Ada, mulher de Esaú; Reuel, filho de Basemate, mulher de Esaú.

11 E os filhos de Elifaz foram: Temã, Omar, Zefô, Gaetã e Quenaz.

12 E Timna era concubina de Elifaz, filho de Esaú, e teve de Elifaz a Amaleque. Estes são os filhos de Ada, mulher de Esaú.

13 E estes foram os filhos de Reuel: Naate, Zerá, Samá e Mizá; estes foram os filhos de Basemate, mulher de Esaú.

14 E estes foram os filhos de Aolibama, mulher de Esaú, filha de Aná, filho de Zibeão; ela teve de Esaú: Jeús, Jalão e Coré.

15 Estes são os príncipes dos filhos de Esaú: os filhos de Elifaz, o primogênito de Esaú, o príncipe Temã, o príncipe Omar, o príncipe Zefô, o príncipe Quenaz.

16 O príncipe Coré, o príncipe Gaetã, o príncipe Amaleque; estes são os príncipes de Elifaz na terra de Edom; estes são os filhos de Ada.

17 E estes são os filhos de Reuel, filhos de Esaú: o príncipe Naate, o príncipe Zerá, o príncipe Samá, o príncipe Mizá; estes são os príncipes de Reuel, na terra de Edom; estes são os filhos de Basemate, mulher de Esaú.

18 E estes são os filhos de Aolibama, mulher de Esaú: o príncipe Jeús, o príncipe Jalão, o príncipe Coré; estes são os príncipes de Aolibama, filha de Aná, mulher de Esaú.

19 Estes são os filhos de Esaú, e estes são seus príncipes: Ele é Edom.

20 Estes são os filhos de Seir, horeu, moradores daquela terra: Lotã, Sobal, Zibeão e Aná,

21 Disom, Eser e Disã; estes são os príncipes dos horeus, filhos de Seir, na terra de Edom.

22 E os filhos de Lotã foram Hori e Homã; e a irmã de Lotã era Timna.

23 Estes são os filhos de Sobal: Alvã, Manaate, Ebal, Sefô e Onã.

24 E estes são os filhos de Zibeão: Aiá e Aná; este é o Aná que achou as fontes termais no deserto, quando apascentava os jumentos de Zibeão, seu pai.

25 E estes são os filhos de Aná: Disom e Aolibama, a filha de Aná.

26 E estes são os filhos de Disã: Hendã, Esbã, Itrã e Querã.

27 Estes são os filhos de Eser: Bilã, Zaavã e Acã.

28 Estes são os filhos de Disã: Uz e Arã.

29 Estes são os príncipes dos horeus: o príncipe Lotã, o príncipe Sobal, o príncipe Zibeão, o príncipe Aná.

30 O príncipe Disom, o príncipe Eser, o príncipe Disã: estes são os príncipes dos horeus segundo os seus principados na terra de Seir.

31 E estes são os reis que reinaram na terra de Edom, antes que reinasse rei algum sobre os filhos de Israel.

32 Reinou, pois, em Edom Bela, filho de Beor, e o nome da sua cidade foi Dinabá.

33 E morreu Bela; e Jobabe, filho de Zerá, de Bozra, reinou em seu lugar.

34 E morreu Jobabe; e Husão, da terra dos temanitas, reinou em seu lugar.

35 E morreu Husão, e em seu lugar reinou Hadade, filho de Bedade, o que feriu a Midiã, no campo de Moabe; e o nome da sua cidade foi Avite.

36 E morreu Hadade; e Samlá de Masreca reinou em seu lugar.

37 E morreu Samlá; e Saul de Reobote, junto ao rio, reinou em seu lugar.

38 E morreu Saul; e Baal-Hanã, filho de Acbor, reinou em seu lugar.

39 E morreu Baal-Hanã, filho de Acbor; e Hadar reinou em seu lugar, e o nome de sua cidade foi Pau; e o nome de sua mulher foi Meetabel, filha de Matrede, filha de Me-Zaabe.

40 E estes são os nomes dos príncipes de Esaú, segundo as suas gerações, segundo os seus lugares, com os seus nomes: o príncipe Timna, o príncipe Alva, o príncipe Jetete,

41 O príncipe Aolibama, o príncipe Ela, o príncipe Pinom,

42 O príncipe Quenaz, o príncipe Temã, o príncipe Mibzar,

43 O príncipe Magdiel, o príncipe Irã: estes são os príncipes de Edom, segundo as suas habitações, na terra da sua possessão. Este é Esaú, pai de Edom.

 

Não há muito que comentar, mesmo porque, genealogia de Esaú interessará a pouquíssimas pessoas…, o eleito é Jacó/Israel. No entanto, sempre é possível fazer algumas observações bem interessantes; o versículo 11 nos traz o nome de Quenaz – filho de um dos seus filhos com ADA (v 4); portanto, Quenaz fora neto de Esaú. Esse mesmo Quenaz deu origem à família dos quenezeus, que depois fora aceita entre os hebreus e anexada à tribo de Judá, da qual viria Calebe (Nm 32.12). Calebe é, sem dúvida nenhuma, um dos homens mais fieis de toda a história israelense. Devo botar in verbis aqui, novamente os versículos 6 e 7 deste santo texto: — “E Esaú tomou suas mulheres, e seus filhos, e suas filhas, e todas as pessoas de sua casa, e seu gado, e todos os seus animais, e todos os seus bens, que havia adquirido na terra de Canaã; e foi para outra terra apartando-se de Jacó, seu irmão; Porque os bens deles eram muitos para habitarem juntos; e a terra de suas peregrinações não os podia sustentar por causa do seu gado”. Observe que, depois do retorno de Israel de Padã-Arã para a terra de Canaã, os gêmeos nunca mais tiveram dissensão entre eles, apartando-se um do outro apenas por serem ambos muito ricos e, principalmente, porque aquela terra era pequena para tantos bens juntos. Nada mais. O mal que viria separá-los uns dos outros no futuro e fazer muitos inimigos entre seus descendentes se chama POLÍTICA; que desde sempre só faz mal àqueles que militam nela!

 

A gente se fala depois!

Até breve.




 

Gênesis Capítulo 35

 



 

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Gênesis 35

 

(O árduo reinício de Jacó)

 

Ontem, quando estudamos o capítulo 34, vimos Jacó com receio de que os povos ao seu redor se reunissem contra ele e contra a sua família e os exterminassem. Mas não aconteceu nada disso, nem de longe; pelo contrário. — Depois disso, disse Deus a Jacó: “Levanta-te, sobe a Betel, e habita ali; e faze ali um altar ao Deus que te apareceu, quando estavas fugindo de diante da face de Esaú teu irmão. Então disse Jacó à sua família, e a todos os que com ele estavam: Tirai os deuses estranhos, que há no meio de vós, e purificai-vos, e mudai as vossas vestes. E levantemo-nos, e subamos a Betel; e ali farei um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia, e que foi comigo no caminho que tenho andado. Então deram a Jacó todos os deuses estranhos, que tinham em suas mãos, e as arrecadas que estavam em suas orelhas; e Jacó os escondeu debaixo do carvalho que está junto a Siquém. E partiram; e o terror de Deus foi sobre as cidades que estavam ao redor deles, e não seguiram após os filhos de Jacó. Assim chegou Jacó a Luz, que está na terra de Canaã (esta é Betel), ele e todo o povo que com ele havia. E edificou ali um altar, e chamou aquele lugar El-Betel; porquanto Deus ali se lhe tinha manifestado, quando fugia da face de seu irmão” (vv 1-7).

Como ocorre na dramaturgia, em outro núcleo… enquanto isso, no núcleo de Canaã onde seu pai Isaque morava, mais especificamente perto de Manre – Quiriate-Arba (Hebrom) morreu uma serva: DÉBORA – a ama de Rebeca (v 8). Parece um paradoxo, mencionar o falecimento de uma escrava! Forçosamente, eu tenho que recorrer à inteligência da irmã Jacilma Andrade… — “Débora ama de Rebeca, exemplo de dedicação! Débora, ama fiel de Rebeca (Gn 24.59), viajou muitos km de Arã a Hebrom para o casamento de sua senhora com Isaque. Provavelmente, não sabemos, mas tinha família e deixou tudo para trás, pois já estava há muito tempo como serva de Rebeca, portanto, teria que acompanhá-la. Depois de enfrentar esta árdua viagem esperou vinte anos até que Rebeca tivesse um filho para ela cuidar e alimentar. Quando os gêmeos (Jacó e Esaú) de Rebeca nasceram Débora cuidou deles com amor e carinho. O interessante é que ela cuidou de Rebeca, dos filhos de Rebeca e cuidaria dos netos de Rebeca. Um exemplo de verdadeira devoção! Com o passar do tempo a idade, pôs fim à responsabilidade dessa mulher de cuidar das crianças, mas essa família não a desamparou. Nem sempre isso acontece! Débora os amava e eles a amavam também!” http://jacilmaandrade.blogspot.com.br/2012/01/debora-ama-de-rebeca-exemplo-de.html

Como eu já disse: — Ao contrário do que muitos “eruditos” de fachada pensam, a Bíblia é um livro muito avançado! Em plena época de escravidão, é possível honrar uma ama devota a Deus e à sua senhora, mencionando a nota de pesar pelo seu falecimento e, mais que isso, houve um lamento tão grande por sua morte que foi preciso dar novo nome à árvore sob a qual cavaram a sua sepultura: “Alom-Bacute” CARVALHO DE PRANTO! (v 8) A seguir… — “E apareceu Deus outra vez a Jacó, vindo de Padã-Arã, e abençoou-o. E disse-lhe Deus: O teu nome é Jacó; não te chamarás mais Jacó, mas Israel será o teu nome. E chamou-lhe Israel. Disse-lhe mais Deus: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; frutifica e multiplica-te; uma nação, sim, uma multidão de nações sairá de ti, e reis procederão dos teus lombos; E te darei a ti a terra que tenho dado a Abraão e a Isaque, e à tua descendência depois de ti darei a terra. E Deus subiu dele, do lugar onde falara com ele. E Jacó pôs uma coluna no lugar onde falara com ele, uma coluna de pedra; e derramou sobre ela uma libação, e deitou sobre ela azeite. E chamou Jacó aquele lugar, onde Deus falara com ele, Betel” (vv 9-15). Não são poucas as aparições de Deus aos seus servos mais fieis ao longo da narrativa bíblica. Por isso chamamos TEOFANIA, Teo “Deus” mais Fania “Aparição”; DEUS SE MANIFESTA. Daí alguém me lembra: — “Ninguém jamais viu a Deus” (Jo 1.18), certo, não há contradição nisso, porque ninguém jamais viu a Deus na sua essência – com a fisionomia que ele tem, mas, enquanto Deus, ele pode aparecer assumindo a figura que bem quiser! No livro A Cabana – muito bem escrito (diga-se de passagem) ele vem como uma senhora negra e gorda e com um modo de ser sempre maravilhoso. DEUS! O Deus que veio e:

 

·      Lembrou a Jacó que é o mesmo Deus que os seus antepassados avô e pai seguiram;

·      Confirmou a mudança de seu nome de Jacó para Israel;

·      Abençoou os com a bênção de sempre, a bênção da fertilidade;

·      Recordou-o de suas promessas com respeito à terra de Canaã;

·      E, pra deixar bem evidente que era mesmo Deus – Subiu perante os olhares curiosos de Israel.

 

Tudo aparentemente perfeito… se a vida fora um tantinho mais justa! O Amor de sua vida (Raquel) estava gestante – gravidez de risco. O texto é bem contundente e direto: — “E partiram de Betel; e havia ainda um pequeno espaço de terra para chegar a Efrata, e Raquel deu à luz, e ela teve trabalho em seu parto. E aconteceu que, tendo ela trabalho em seu parto, lhe disse a parteira: Não temas, porque também este filho terás. E aconteceu que, saindo-se-lhe a alma (porque morreu), chamou-lhe Benoni; mas seu pai chamou-lhe Benjamim. Assim morreu Raquel, e foi sepultada no caminho de Efrata; que é Belém” (vv 16-19). NOTA: Os significados dos nomes geralmente falam bem claramente do fato ocorrido durante o nascimento do bebê. O menino se chamaria Benoni = filho de minha tristeza – uma vez que Raquel pronunciara suas últimas palavras enquanto morria, mas Jacó certamente querendo dizer: você não faz ideia do quanto hei de amar este menino, o chamou Benjamim = FILHO DE MINHA DESTRA!

20 E Jacó pôs uma coluna sobre a sua sepultura; esta é a coluna da sepultura de Raquel até o dia de hoje.

21 Então partiu Israel, e estendeu a sua tenda além de Migdal Eder.

22 E aconteceu que, habitando Israel naquela terra, foi Rúben e deitou-se com Bila, concubina de seu pai; e Israel o soube. E eram doze os filhos de Jacó.

23 Os filhos de Lia: Rúben, o primogênito de Jacó, depois Simeão e Levi, e Judá, e Issacar e Zebulom;

24 Os filhos de Raquel: José e Benjamim;

25 E os filhos de Bila, serva de Raquel: Dã e Naftali;

26 E os filhos de Zilpa, serva de Lia: Gade e Aser. Estes são os filhos de Jacó, que lhe nasceram em Padã-Arã.

27 E Jacó veio a seu pai Isaque, a Manre, a Quiriate-Arba (que é Hebrom), onde peregrinaram Abraão e Isaque.

28 E foram os dias de Isaque cento e oitenta anos.

29 E Isaque expirou e morreu, sendo recolhido ao seu povo, velho e farto de dias; e Esaú e Jacó, seus filhos, o sepultaram.

É evidente que eu gostaria muito de por in verbis cada termo e cada significado, mas não hei de vencer ninguém pelo cansaço, não quero que você desista de ler… porém, algumas observações são indispensáveis. Por exemplo: Há séculos Deus havia decidido diminuir os anos de vida dos seres humanos para 120 anos (Gn 6.1); ainda assim Abraão ultrapassou e viveu 175, agora vem Isaque e supera o papai indo até os 180 anos (v 28). Esta é a terceira morte somente neste capítulo. Uma morte aparentemente pouco lamentada, haja vista adiada por mais de vinte anos (compare com Gn/27). Pensara estar perto de morrer quando chamou Esaú para receber à bênção – que veio a ser de Jacó.

 

A gente se fala depois!

Até breve.



Levítico Capítulo 4

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