sexta-feira, 11 de julho de 2008

“ELIZEU AUMENTA O AZEITE DA VIÚVA”

PEÇA PARA TEATRO — duração: (30 min)

NARRAÇÃO — Foi num período sombrio da história de Israel, bem perto de Samaria triste cena ocorreu… Enquanto a fome e a miséria predominavam ali, fazendo muitas famílias deixarem de existir… Dentre todas as mulheres que havia naqueles dias, vejam só o que aconteceu com a viúva de Obadias!

1ª CENA — A viúva entra com os seus dois filhos — lamentando à recente morte de seu querido esposo.

NARRAÇÃO — A pobre mãe com seus filhos mal acabaram de chorar quando os primeiros credores se aproximaram para cobrar!

2ª CENA Entra o 1º cobrador (NAFTALI/NAF) — Eu sou o Naf, ex-amigo de teu marido; faz nove meses que ele não paga à conta no meu estabelecimento!

— Esse papo de que ele morreu procede?

A VIÚVA (Mara) — Sim, meu senhor. Ele acabou de ser sepultado… não vês que estou de luto?

NAF — Com luto ou sem luto ou sem luto, eu quero receber!

MARA — Calma moço!

NAF — Estou calmo há nove meses! Cansei de esperar. Aquele teu marido (que Deus o tenha) era um tremendo picareta!

3ª CENA Entra o 2º cobrador (OZIEL) — Bota picareta nisso! Só na minha loja ele deixou oito notas promissórias… ta vendo esses ‘sapatinhos’ bonitinhos nos pés dela e das crianças? Comprou em 12X sem juros no CRED CARD, pagou um pouco (pra me iludir) e depois sumiu.

MARA — Por favor, meus senhores! Deus há de fazer um milagre… prometo pagá-los muito breve!

NAF — O último ‘muito breve’ que eu ouvi de teu marido foi há quase dez meses! Eu não quero nem vou esperar nem mais um único mês!

MARA — Seu Naf, eu estou arruinada! Só me sobraram meus dois filhos…

NAF — Me deixa ver esses guris.
MARA — Pra quê? Deixa os meus filhos em paz! Não vê que são apenas crianças?

NAF — “Crianças”! Nessa idade eu já era arrimo-de-família! Estava até falando em casar… alem disso, tenho operários bem menores que eles.

3º cobrador (PECA) — Ouvi alguém falar em operários? Ótimo. Há uns dez anos eu vendi um trator para aquele teu marido por US$ 35.000,00 (trinta e cinco mil dólares); mas ele só me pagou 62% (21.700,00) daquela divida!

MARA — Seu Pecador;

PECA — Pecador não, meu nome é Peca!

MARA — Juro pro senhor que eu vou correr atrás e pagar os 13.300,00 restantes para o senhor!

PECA — Que negócio é esse de 13.300,00? E os juros? Com os juros…, a senhora me deve um trator novo, que (agora) custa: US$ 41.000,00 dólares!

MARA — Mas, Pecador!

PECA — Não tem mais Pecador nem menos Pecador! Ou a senhora me paga nos próximos quinze dias ou eu vou te mostrar o quanto posso ser pecador! Sou eu que juro: eu levarei os seus queridos filhinhos para serem meus escravos!

MARA — Escravos não, seu Hipoteca!

PECA — Que Hipoteca? Meu nome é Peca!

4º cobrador (BENJAMIN) — Ouvi o termo hipoteca? Muito apropriado; pois, eu vim justamente para lembrar que o Obadias havia hipotecado esta velha casa!

MARA — Do que o senhor está falando?

BENJAMIN — A senhora ouviu muito bem. Vou te tomar esta tapera!

MARA — Mas, seu Jasmim! Só me restou esta casinha velha pra eu morar com os meus pobres e (agora) órfãos filhos!

BENJAMIN — Isso, filhos… você preserva à casa e eu levo os teus dois filhos como meus escravos… (ao dizer isso ele agarra-os pelos braços).

NARRAÇÃO — O malvado credor foi logo agarrando os garotos (desesperados) pelos braços para arrastá-los ao cativeiro… chorando muito, a pobre mãe diz-lhe:

MARA — Estes dois moços me foram mais generosos que o senhor, eles deram-me quinze dias de prazo.

BENJAMIN — Quinze dias! Só um milagre pra fazer aparecer tanto dinheiro em tão pouco tempo. Se a ‘heroína da fé’ acha-se capaz de realizar tamanha proeza, eu também vou dá-la quinze dias de prazo.

MARA — Eu não sou capaz de fazer nada. O meu Deus (a quem eu e meu marido temos servido fielmente há tantos anos) dará um jeito de me tirar dessa enrascada! (os cobradores saem).

4ª CENA — Entram quatro irmãs para tentar consolá-la.

IRMÃ JUDITE — Calma irmã Mara! Para de chorar… Deus proverá!

IRMÃ NOEMI — Lembra que eu já passei por momentos muito difíceis; porém, Deus (Jeová-Jiré) é fiel! Ele sempre atende àqueles que (pela fé) se aproximam dele…

IRMÃ ESTER — Cadê aquele profeta amigo de teu marido?

MARA — O profeta Elizeu?

IRMÃ LÉIA — Esse mesmo.

NARRAÇÃO — Coincidentemente, Elizeu fazia perto dali uma de suas muitas viagens missionárias… naturalmente, sob a direção de Jeová (Jiré), desviou-se um pouco de sua rota a fim de fazer justamente uma visita de cortesia àquela família, pois, soubera do recente falecimento de seu amigo Obadias.

MARA — Como pude esquecer? É claro que, se eu conseguir agendar uma audiência com o profeta, ele vai me ajudar a sair dessa!

UM DOS FILHOS — Olha, mãe! O homem de Deus está vindo ali. (o outro filho corre).

OUTRO FILHO — Profeta, profeta Elizeu; mamãe quer ver o senhor!

NARRAÇÃO — Logo que o profeta (Elizeu) se aproximou, aquela pobre viúva exclamou:

MARA — “Meu marido, teu servo, morreu e, tu sabes que, apesar de temer e servir fielmente ao Senhor, ele deixou muitas dividas… agora mesmo vieram os credores e ameaçam levar os meus filhinhos para serem seus escravos”.

ELIZEU — Em que posso ajudá-la?

MARA — O senhor é um homem de Deus! Sempre teve solução…

ELIZEU — O que tens em tua casa?

MARA — Tua serva não tem nada, a não ser um bocadinho de azeite numa botija…

ELIZEU — Então, vá ou mande os teus filhos tomarem muitas vasilhas emprestadas e as tragam aqui.

NARRAÇÃO — Rapidamente os garotos vão à procura de todas as vasilhas disponíveis na vizinhança…

MARA — E agora, que hei de fazer?

ELIZEU — Entra com os teus filhos, fecha a porta, enche os vasos de azeite…

5ª CENA (NARRAÇÃO) — Então, a viúva entra com os filhos e enchem às vasilhas cantando: “TE LOUVAREI, NÃO IMPORTAM AS CIRCUNSTÂNCIAS… ADORAREI SOMENTE A TI JESUS!”.

MARA — Tragam-me mais um vaso meus filhos!

FILHOS — Não há mais vasos mamãe. Todos estão cheios!

NARRAÇÃO — Então, o azeite cessou.

MARA — Todos vasos estão cheios meu senhor…

ELIZEU — Agora, vá venda este azeite… paga todas as tuas dívidas e depois, você e os teus filhos viverão do resto (Elizeu retira-se).

NARRAÇÃO — Após a realização de tão grande milagre, a serva do Senhor (alegremente), sai juntamente com seus dois filhos gritando:

MÃE E FILHOS — Olha o azeite! Olha o azeite! (depois ela volta com o dinheiro, conversa com os filhos e comentam o sucesso das vendas). Cantam-se um hino (quer vitória? Vai chorando…, geme e chora).

NARRAÇÃO — Informados de que aquela pobre viúva finalmente saíra da situação de miséria que tanto a afligira, logo aqueles credores voltaram e (em uníssono) eles dizem:

CREDORES — Ouvimos (falar) que você está cheia da grana; por isso viemos um pouco antes do combinado.

MARA — Vocês trouxeram as notas promissórias?

CREDORES — É claro que trouxemos! (credores recebem e saem).

NARRAÇÃO — Feito o acerto de contas (de alma ‘lavada’) a feliz serva do Senhor finalmente, abre àquele sorrisão e, exclama (aliviada) em alto e bom tom:

MARA — A minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador… pois ele contemplou à humildade de sua serva… glórias e honras sejam tributadas àquele que sempre faz: “infinitamente mais que tudo aquilo que lhe pedimos ou pensamos!”.

CONCLUSÃO — Existem ‘perguntas’ e muitos instantes difíceis que às vezes surgem no ‘caminho’ do crente… não são poucas as vezes que somos ‘tentados’ a desanimar dessa árdua ‘caminhada’.
A despeito de tudo isso, enquanto o mundo lá fora reúne milhares de pessoas em torno de algo inanimado e incapaz de tomar quaisquer decisões pró ou contra os que (cegamente) acompanham tais rituais… o nosso Deus… Ele está disposto a proteger-nos do poder do ‘fogo’ e do bramido das fortes ‘ondas’ que tentam nos sucumbir…
Portanto, irmãos: — “Ainda que a tua ‘figueira’ não floresça, que os frutos de tua ‘videira’ e ou ‘oliveira’ sejam perdidos… mesmo que os teus ‘rebanhos’ venham a perecer e o teu ‘curral’ seja completamente esvaziado… como o grande profeta (Habacuque), diga: — “Todavia (isto é, sempre) eu estarei feliz com o meu Senhor!”.

Você tem apenas um ‘vaso’ — o teu corpo. Encha-o sempre com o ‘azeite’ da melhor qualidade (O ESPÍRITO SANTO). Só assim cumprirão (em todos nós) as palavras de Salomão: “Em todo o tempo sejam alvas as tuas vestes (espirituais evidentemente) e nunca falte o óleo (ESPÍRITO SANTO) sobre a tua cabeça (vida)”.


Caldas Novas/Goiânia—GO, 22 de novembro de 2006.
Ev Demétrio.

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6 comentários:

  1. a blibla nao diz vaso com azeite!sim vaso de azeite segnifaca dezer que a vazilha estava vazia

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  2. precisam ler mais a biblia para nao distorce a palavra

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  3. Nossa ameiii, muito bom...
    Que Jesus continue abençoando
    grandemente com td sabedoria vinda do alto!
    Paz Do Senhor Jesus

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  4. O falecido não era picarete, ele era temente a Deus, ou seja, fiel em seus negócios. Muito infeliz esse sua dramatização.

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  5. Amei e estou copiando para fazer esta peça com minhas crianças
    adolescentes, Deus te abençõe grandemente, com grande sabedoria,
    e não se importa com as criticas, pois nem nosso Senhor Jesus
    agradou a todos, Um grande abraço!
    Geraldina Julia Dias Adventista da Promessa

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  6. sei que nem tudo é eo que esta escrito mas gostaria de dizer que isso é uma adptação que vê a peça nem percebe ou se percebe sabe que é o mais real possivel pois nã é nenhuma obra cara mas sim feita com muita boa vontade e usando os recurso que se tem disponivel por isso caro amigo Demetril continue assim lembre se nem Cristo agradou a todos fique na Paz do Senhor Amigo

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Antonio Demétrio da Silva. Evangélico desde 20/08/1976; Formado em teologia desde 1995; Ministro do Evangelho (evangelista) desde 23/10/1999.